No início dos anos 2000 surgiram duas formas recorrentes em minha produção: Zapata e Genoma.

Ambas nasceram da necessidade de criar elementos visuais capazes de identificar a obra e, ao mesmo tempo, contar histórias.

Enquanto o Zapata acompanhou uma fase importante da trajetória, o Genoma continuou se desenvolvendo e passou a ocupar um papel central na investigação artística.

Na época eu não conhecia o significado científico da palavra. O nome surgiu de forma intuitiva. Anos mais tarde, ao compreender que genoma representa o conjunto de informações responsáveis pela formação de um organismo, reconheci naquele conceito uma proximidade com as questões que já investigava por meio da arte.

Desde então, diferentes obras, textos e projetos passaram a desenvolver uma mesma pesquisa: compreender os elementos visíveis e invisíveis que participam da formação das identidades, das relações, das memórias e das permanências.

 

 

"Talvez eu nunca tenha trabalhado em projetos diferentes.

Talvez esteja desenvolvendo a mesma investigação há mais de vinte anos, utilizando linguagens diferentes."

— Pauline Pessanha